quarta-feira, 19 de agosto de 2015

O calor nos nossos pés - A Lua de S. Miguel

Os Açores são o destino do momento. São ponto alto nas notícias, nas redes sociais, nas agências de turismo e, imagino, nas companhias aéreas. Finalmente o que é nosso é mais acessível aos Portugueses. E os Portugueses merecem conhecer o que é "seu".
No dia do nosso casamento, do qual vão ouvir falar muito, recebemos a maior surpresa dos nossos amigos ... uma viagem a S. Miguel! A nossa Lua de Mel! A Lua de S. Miguel! Os nossos sorrisos não enganaram ninguém, estávamos em êxtase! Era um destino que vínhamos adiando há muito!
Não tivemos muito tempo para preparar a viagem, como eu gosto de fazer, mas fomos munidos de todo o material que nos ajudasse a descobrir a ilha e todos os seus recantos.
Voámos rumo a Ponta Delgada. Já escurecia quando chegámos à "Casa da Ilha", que chamamos a casa do Sr. Nicolau, que nos recebeu e logo nos encheu de informação, principalmente gastronómica, e "rabiscou" todo o nosso mapa.
No quarto esperava-nos uma garrafa de champanhe para os recém casados e o maior aconchego. Sentia-mo-nos em casa. Paredes brancas, colcha branca, aquela decoração minimalista, de bom gosto, que nos faz sentir bem.

De manhã, uma cozinha onde nos encontrávamos com os outros hóspedes e nos servíamos como se estivéssemos em casa. O louceiro embutido na parede saltou-me logo à vista! E o Sr. Nicolau lá estava sempre para nos dar os bons dias na mesa da sala. Como se aparecesse por magia.
A nossa aventura começou naquela manhã de Maio, de mochila às costas e máquinas fotográficas em punho. Se íamos celebrar o AMOR, celebrámos também a Natureza pura, o Silêncio, a Religião, a História. Foram dias cheios de tudo isto!

Sou super organizada, mas esta viagem não pôde ser bem à minha maneira. Se amanhecia e estava nevoeiro, não podíamos vislumbrar os maravilhosos miradouros. Se estava sol, virávamos o roteiro ao contrário para não perder o mais belo. E isso tornou-se apaixonante!
Se gostei da ilha? Amei! Mas eu ouvia sempre "Ah eu gostei muito de tomar banho de água quente.", "Ah eu gostei muito das lagoas", " O cozido é que era bom". Adorei realmente tudo isto, e que belo cozido mesmo, mas o que gostei mesmo foi de respirar natureza a toda a hora, de sentir o chão quente debaixo dos nossos pés, de me pendurar sobre uma cerca na Ponta do Sossego, olhar em frente, respirar fundo e pensar "Esta Beleza não tem fim". E é isto que guardo no meu coração, isto que nunca tinha sentido!
E as minhas hortenses ... ai as minhas lindas hortenses ...

















Sem comentários:

Enviar um comentário